Como fazer anúncios para clínicas médicas?

Pedro Barbieri • 15 de fevereiro de 2022

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Como fazer anúncios para clínicas médicas?

Sobre a Future Marketing

A Future Marketing é uma agência de estratégia digital fundada em 2012 e especializada no setor da saúde desde 2018.


Com mais de 300 médicos e clínicas atendidos, reúne uma equipe multidisciplinar que integra comunicação, tecnologia e visão de negócios para fortalecer a presença digital de profissionais e instituições de saúde.

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Quer atrair mais pacientes para o seu consultório? Então você precisa entender a importância de utilizar os anúncios do Google na estratégia de marketing médico para clínicas!


Hoje em dia, o Google é o buscador mais usado no Brasil e uma das principais fontes de pesquisa de pessoas que procuram um médico para se consultar.


Com o Google Ads, a sua clínica pode aparecer em destaque na hora certa para as pessoas certas. E isso significa maior possibilidade de conversão, já que os pacientes em potencial poderão encontrar você com mais facilidade.


Continue a leitura para entender mais sobre a importância dos anúncios no Google para clínicas médicas e como utilizar essa poderosa ferramenta  alinhada à sua gestão!


O que é o Google Ads?

O Google Ads é a plataforma de anúncios do Google que foi lançada em 2000 e atualmente domina o mercado de publicidade digital.


Na ferramenta é possível desenvolver campanhas publicitárias que serão apresentadas para o público de acordo com os cookies, no caso de remarketing, e palavras-chaves.


Dessa forma, o anúncio é exibido para um público interessado no tema e que está fazendo uma pesquisa ativa sobre saúde ou uma especialidade médica, por exemplo.


Essa convergência entre o momento da pesquisa do usuário e o anúncio da clínica é o que torna o Google Ads vantajoso, pois ele impacta pacientes em potencial em uma etapa favorável da jornada do paciente.


Por que o Google Ads é importante para sua clínica médica?

Uma das estratégias de marketing médico digital mais eficazes atualmente, o Google Ads permite que você pague somente quando um usuário clica no link do seu anúncio.


Chamado de pay per click (PPC), esse método também oferece a possibilidade de configurar um limite diário de acordo com o valor disponível que você tem para investir na estratégia.


Além de ser uma ótima forma de controlar o investimento, esse modelo de publicidade dispõe de uma ferramenta de segmentação, o que é ideal para direcionar seu anúncio para quem realmente está interessado no seu serviço e que de fato pode se tornar seu paciente.


Em tempos nos quais a maioria das pessoas busca informações na internet antes de consultar um médico, os anúncios no Google Ads têm se tornado uma das melhores maneiras de fazer uma publicidade certeira e com bons resultados para seu marketing médico.


Como fazer anúncios para clínicas médicas?

Para fazer os anúncios no Google realmente funcionarem, é importante aplicar as estratégias corretas.


Para começar, é necessário conhecer os tipos de campanhas disponibilizadas pelo Google Ads. Escolher a ideal para você é importante para que a estratégia seja feita com mais exatidão e os resultados sejam otimizados.


Tipos de estratégias no Google Ads

O Google disponibiliza seis tipos de estratégias para os anúncios: a rede de pesquisa; rede de display; anúncios no Youtube; anúncio para aplicativos; Google Shopping; e remarketing.


No caso dos consultórios e clínicas médicas um dos tipos mais eficazes é o de rede de pesquisa.


Os anúncios da rede de pesquisa são exibidos no topo da página de resultados do Google quando o usuário faz uma pesquisa que utiliza a palavra-chave relacionada ao seu anúncio.

 

Uma captura de tela de uma pesquisa no Google por dr. ricardo terra
Uma captura de tela de uma pesquisa no Google por dr. mariana ferronato

Acima, estão os anúncios. E abaixo, os resultados orgânicos (é possível notar a diferença tanto como em sua ordem, quanto em seu tamanho/detalhes).

Uma pesquisa no Google por dr. Carlos Barsodi é mostrado

Como vantagem, os resultados da rede de pesquisa ganham destaque na página de resultados após uma busca ativa do usuário com o indicador “anúncio” ao lado. Além disso, ela funciona por PPC, ou seja, você só paga quando o usuário realmente clica no anúncio.


A rede de display consiste nos anúncios em sites parceiros do Google em banners ou texto e atinge aproximadamente 90% dos usuários da internet em todo o planeta.


O remarketing também pode ser uma opção às clínicas médicas. Nesse caso, o usuário já acessou seu site e quando isso acontece um cookie fica salvo no navegador de forma que ele pode receber anúncios na rede de display.


O objetivo do remarketing é principalmente lembrar o usuário sobre a marca ou empresa que ele demonstrou interesse anteriormente.


Palavras-chave

Considerando principalmente a rede de pesquisa que se destaca como a estratégia do Google Ads mais vantajosa no marketing médico é preciso trabalhar com palavras-chave.


As palavras-chave são termos associados ao seu anúncio que é exibido quando o usuário pesquisa por ele no buscador do Google.


Para que a estratégia seja eficiente é crucial que sejam escolhidos os termos mais coerentes ao seu público-alvo.


Nessa etapa, a ferramenta “planejador de palavras-chave” do Google Ads é bastante útil.


Além disso, é importante conhecer bem os possíveis pacientes, isto é, seu público-alvo em potencial, e também o comportamento deles na rede e o modo como fazem as pesquisas.


Apenas o nome da clínica médica ou um termo muito genérico de uma doença pode não atingir as conversões que você deseja.


É importante especificar a palavra-chave conforme o seu objetivo, adicionando, por exemplo, a sua especialidade e a cidade em que você atende, um procedimento em que você é especialista ou outra informação relevante para o usuário. Por exemplo, caso você seja uma dermatologista, comprar palavras como “Dermatologista em São Paulo”, “Dermatologista particular” e também pensar em qual tipo de atendimento você quer aumentar, “Aplicação de Botox São Paulo”, etc.


O fundamental aqui é encontrar as palavras-chave que mais façam sentido para os seus interesses e, de igual modo, que sejam as mais buscadas por seus pacientes em potencial.


Segmentação

Outra boa estratégia para melhores resultados com os anúncios do Google Ads é filtrar alguns dados, considerando a localização da clínica médica e informações demográficas do público-alvo, como sexo, faixa de renda e idade.


A segmentação contribui para limitar seu anúncio ao público com maior potencial de conversão, o que é vantajoso para otimizar os recursos empregados nessa estratégia de marketing.


Além disso, a segmentação aumenta as chances de seu anúncio impactar seus potenciais pacientes, tornando mais fácil que quem está realmente interessado em seus serviços encontre a clínica médica.


Lances

O leilão do Google Ads é o que define quais serão os anúncios exibidos em cada rodada e o valor, seja do CPC ou na modalidade CPM (custo por mil impressões).


Nem todos os anúncios relacionados a uma palavra-chave são exibidos todas as vezes que o termo é pesquisado por um usuário. Para fazer essa seleção ocorre o leilão.


Os resultados do leilão podem ser definidos pelo lance, ou seja, quem oferece mais por anúncio tem ele exibido, mas existem diversas outras variáveis por trás da análise, como a qualidade do anúncio, qualidade do website e a concorrência. 


Monitoramento

Lembre-se também de que, depois de criar os anúncios no Google, você precisa monitorar constantemente para ver o que está funcionando, o que deve ser mudado e, assim, otimizar os resultados da sua campanha.


A etapa de monitoramento é essencial para o desempenho das campanhas e otimização dos recursos, entregando mais resultados com a estratégia de marketing da companhia.


Google é importante, mas o sucesso não depende apenas dele

A gestão de clínicas implica em reconhecer qual o papel de cada estratégia nos resultados globais do negócio.


O Google Ads desempenha uma função importante associada à atração de novos pacientes e divulgação da clínica, no entanto, não pode ser a base do marketing médico da clínica.


Como toda estratégia, os anúncios online entregam resultados mais satisfatórios quando associados a outras boas-práticas que fortalecem o nome da clínica e criam uma reputação positiva.


Um exemplo é um site bem estruturado, no qual o paciente, após ser redirecionado pelo anúncio, consiga encontrar as informações essenciais com facilidade.


Outra associação positiva é da estratégia com o Google Ads com o posicionamento orgânico via práticas de Otimização para Mecanismos de Busca (SEO), permitindo que a clínica apareça entre os resultados pagos e orgânicos.


Portanto, por mais que fazer anúncios para clínica médica entregue bons resultados, nenhuma prática funciona isoladamente e é aí que entra o marketing médico.


Marketing Médico: o que você precisa saber

O marketing médico consiste em um conjunto de estratégias, online e offline, para agregar valor à experiência do paciente, alinhando os objetivos da gestão de clínica com a jornada do paciente e as práticas diárias de relacionamento e atendimento.


Assim, o marketing médico não é apenas um conjunto de táticas digitais para atrair mais pacientes à clínica e pode ser usado de forma mais estratégica e acertada.


No marketing médico, a experiência do paciente é colocada no centro das atividades e todas as decisões, de negócio e de divulgação, visam atender às necessidades do paciente.


Para que a estratégia seja acertada é fundamental que haja um plano coeso e unificado que considere os objetivos da gestão da clínica, o contexto atual do negócio, as oportunidades de crescimento e os valores dos profissionais.


Com isso, o marketing médico deve ser estruturado para agregar e facilitar que esses objetivos sejam alcançados, servindo de ponte entre o local no qual a clínica está hoje e as perspectivas futuras.


O Google Ads é uma das estratégias de marketing que podem ser consideradas no planejamento devido aos bons resultados que entrega, além de consistir em uma presença digital relevante à clínica.


Mas, como visto, ele precisa ser integrado com outras práticas que estejam alinhadas aos objetivos da gestão.


A operacionalização de campanhas de anúncios em canais como o Google, mas também demais práticas de marketing médico exigem boa análise de mercado e ter em mãos as estratégias certas.


Dessa forma, é importante considerar a contratação de uma agência especializada nesse tipo de serviço, tanto às campanhas de publicidade como também à integração entre as práticas de marketing e gestão.


O foco dos gestores, mais do que como cada campanha é executada, deve ser quais os resultados elas podem entregar e como colaboram com o crescimento e consolidação da clínica médica.


Portanto, se você quer um especialista por trás de seus anúncios no Google, entre em contato conosco e veja como a Future pode te ajudar!

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Ela estabelece regras para pesquisa, desenvolvimento, governança, auditoria, monitoramento e uso responsável de IA em todo o ciclo da prática médica — do diagnóstico ao marketing. A resolução não proíbe o uso de IA. Pelo contrário: reconhece que a tecnologia é uma aliada da medicina. O que ela faz é definir os limites éticos dentro dos quais essa aliança pode — e deve — operar. O princípio central é simples e repetido em vários artigos: a IA é ferramenta de apoio. O médico é o responsável final por tudo. O que muda especificamente para o marketing médico 1. IA usada para fins publicitários tem regra própria O artigo 7º, parágrafo 3º da resolução é direto: "O uso de modelos, sistemas e aplicações de IA aplicados à medicina com finalidade mercantil, publicitária ou promocional deve observar rigorosamente as normas éticas relativas à publicidade médica." Na prática, isso significa que qualquer uso de IA com finalidade de marketing — seja para gerar conteúdo, automatizar atendimento, personalizar comunicações ou fazer anúncios — precisa estar alinhado com a Resolução CFM nº 2.336/2023, que regulamenta a publicidade médica. Não é uma restrição nova ao marketing. É a confirmação de que as regras de publicidade médica se aplicam também quando a ferramenta que gera o conteúdo é uma IA. 2. Conteúdo gerado por IA precisa respeitar os mesmos limites do conteúdo humano Se um artigo de blog escrito por humano não pode prometer resultados, um artigo gerado por IA também não pode. Se um post no Instagram feito por uma pessoa não pode usar antes e depois, um post criado com IA também não pode. Isso parece óbvio, mas na prática muitas clínicas já usam ferramentas de IA para gerar conteúdo em volume sem revisão criteriosa — e parte desse conteúdo viola as regras do CFM sem que ninguém perceba. A resolução torna o médico responsável pelo conteúdo gerado por IA publicado em seu nome, da mesma forma que é responsável pelo conteúdo escrito por um funcionário ou agência. 3. Chatbots e atendimento automatizado: atenção redobrada A resolução classifica chatbots que fornecem informações gerais de saúde sem personalizar aconselhamento clínico como soluções de baixo risco . Isso significa que ferramentas de atendimento automatizado no WhatsApp ou no site — usadas para triagem, agendamento e respostas a dúvidas genéricas — estão dentro do permitido, desde que bem configuradas. O problema começa quando o chatbot ultrapassa esse limite e passa a dar orientações clínicas específicas. Aí, a classificação de risco sobe, as exigências aumentam e o médico assume responsabilidade integral sobre o que a ferramenta comunica. A linha prática: usar IA para agendar, confirmar, responder horários e filtrar contatos é permitido e incentivado. Usar IA para "diagnosticar" ou orientar condutas sem supervisão humana é vedado — e agora está explícito em resolução. 4. O paciente tem o direito de saber quando a IA foi usada O artigo 11 da resolução é claro: qualquer utilização de IA deve ser comunicada e explicada ao paciente, reforçando que o sistema serve de apoio ao médico, mas não substitui a decisão humana. Para o marketing digital, isso tem implicações concretas: se a clínica usa IA para personalizar comunicações, enviar mensagens automáticas ou gerar conteúdo que chega ao paciente, há um dever crescente de transparência sobre isso. Ainda não há regulamentação específica sobre como essa comunicação deve ser feita no ambiente digital, mas o princípio de transparência está estabelecido — e o CFM tende a aprofundar isso em normas complementares. 5. O médico não pode delegar à IA a comunicação de diagnósticos O artigo 5º, parágrafo 2º proíbe que o médico delegue à IA a comunicação de diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas sem a devida mediação humana. Para quem usa automação no pós-consulta — envio de resultados, instruções de tratamento, retornos — isso exige revisão dos fluxos. Mensagens automáticas que contenham informações clínicas específicas precisam passar por validação humana antes de chegar ao paciente. O que a resolução confirma que pode Para além das restrições, é importante registrar o que a resolução legitima: Usar IA como apoio à decisão clínica — diagnóstico assistido, análise de exames, sugestão de condutas — desde que o médico mantenha a decisão final. Usar IA em gestão e administração — agendamento, logística, organização de prontuários — com menor grau de exigência regulatória. Usar IA na produção de conteúdo educativo — artigos, posts, vídeos — desde que o conteúdo respeite as regras da Resolução 2.336/2023 e seja revisado pelo médico antes da publicação. Usar IA no marketing digital — desde que com finalidade ética, sem promessas de resultado e dentro dos limites da publicidade médica. Classificação de risco: o que o médico precisa saber A resolução criou três categorias de risco para sistemas de IA na medicina: Baixo risco: agendamento, chatbots com informações gerais, gestão logística, tradução de prontuários. Menor exigência regulatória, monitoramento periódico. Médio risco: sistemas que apoiam decisões clínicas importantes mas não as executam de forma autônoma. Exige supervisão humana ativa e controles de segurança. Alto risco: sistemas que influenciam diretamente decisões médicas críticas, especialmente em situações de vida ou morte. Exige validação rigorosa, auditorias regulares e monitoramento contínuo. Para o médico que usa IA no consultório ou na clínica, entender em qual categoria cada ferramenta se encaixa é o primeiro passo para estar em conformidade com a resolução. O papel da agência de marketing nesse novo cenário A Resolução 2.454/2026 muda a forma como agências de marketing médico devem operar. Trabalhar com IA na produção de conteúdo, na automação de atendimento e na gestão de campanhas para médicos exige agora: Conhecimento da regulação. Uma agência que gera conteúdo com IA para um médico sem entender os limites do CFM expõe o cliente a risco ético real. O médico é o responsável final, mas o dano começa na produção. Revisão humana qualificada. Todo conteúdo gerado por IA e publicado em nome de um médico precisa de revisão antes de ir ao ar — não apenas para correção de texto, mas para verificação de conformidade com as regras de publicidade médica. Transparência nas ferramentas usadas. Com o princípio de transparência estabelecido pela resolução, agências que usam IA precisam ser claras com seus clientes sobre quais processos são automatizados e como a supervisão humana acontece. Na Future Marketing, o uso de IA na produção de conteúdo médico sempre foi feito com supervisão especializada — e a Resolução 2.454/2026 formaliza exatamente essa abordagem. Cada artigo, cada texto de site, cada comunicação gerada com auxílio de IA passa por revisão de profissionais com experiência em marketing médico e conhecimento das normas do CFM antes de ser publicado. Conclusão A Resolução CFM 2.454/2026 não é um freio à inovação. É um marco regulatório que legitima o uso de IA na medicina e, ao mesmo tempo, define com clareza onde estão os limites. Para o médico, o recado é duplo: você pode — e deve — usar IA para ser mais eficiente, mais presente digitalmente e mais competitivo. Mas a responsabilidade pelo que a IA faz em seu nome é sua. 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