E-mail marketing para pacientes: GUIA para clínicas e médicos

23 de novembro de 2021

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E-mail marketing para pacientes: GUIA para clínicas e médicos

Sobre a Future Marketing

A Future Marketing é uma agência de estratégia digital fundada em 2012 e especializada no setor da saúde desde 2018.


Com mais de 300 médicos e clínicas atendidos, reúne uma equipe multidisciplinar que integra comunicação, tecnologia e visão de negócios para fortalecer a presença digital de profissionais e instituições de saúde.

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Uma das ações mais importantes do marketing digital, o e-mail marketing é uma ferramenta que pode transformar a relação com pacientes particulares de clínicas e profissionais da saúde. 


Entretanto, antes de nos aprofundarmos sobre essa questão, é importante tranquilizar os profissionais da área, que se preocupam com as regras e proibições do Conselho Federal de Medicina (CFM),
sobre o marketing digital na medicina. De fato, a partir da resolução CFM n.1974/11, atualizada em 2015, muitas práticas comuns à publicidade são proibidas. Mas, nem tudo é impedido na comunicação entre clínicas, laboratórios, profissionais autônomos e seus pacientes.


Se por um lado é proibida a autopromoção, por outro é possível usar o e-mail marketing para compartilhar informações relevantes com seus pacientes,
informando ao invés de promover. 


E-mail marketing para área de saúde: como fazer?

O primeiro passo é conhecer o manual de publicidade médica e não violar nenhuma de suas regras. É proibido, por exemplo, “garantir, prometer ou insinuar bons resultados de tratamento sem comprovação científica, tanto nas entrevistas à imprensa quanto nas redes sociais”, também não é aceitável “expor o paciente para divulgar técnica, método ou resultado, assim como não é permitido publicar fotos dos pacientes antes e depois de tratamentos ou cirurgias”. 


Existem outras proibições, mas para ter acesso a elas indicamos que veja o manual acima indicado. 


Então, o que é permitido? Como criar uma estratégia de e-mail marketing para se comunicar com pacientes particulares? 


O primeiro passo é ter em mente que sua atuação será mais informativa do que publicitária. O objetivo é enviar conteúdos que tenham valor para o paciente, ou seja, e-mails que contenham:


  • informações relevantes, 
  • solucionem dúvidas,
  • desvende mitos, e mais. 


Ao invés de vender um serviço você pode falar sobre um procedimento novo, usando um tom mais informativo do que de propaganda. 


Gerar
conteúdo relevante é a grande saída para o marketing digital  para medicina. 


Algumas outras dicas também são importantes para quem vai começar uma estratégia de
e-mail marketing. Confira, a seguir. 


1. Segmente a lista de contatos

A personalização da comunicação é um fator determinante no marketing digital atual, especialmente em canais tão pessoais como o e-mail. 


A segmentação de contatos permite que você
torne o conteúdo mais relevante e interessante para quem recebe, ampliando taxas de abertura e taxas de cliques. 


Considerando o trabalho de um endocrinologista, por exemplo, é possível segmentar a base de clientes de acordo com seu perfil, seus objetivos e seus problemas de saúde.


Pacientes com diabetes, podem receber uma série de e-mails sobre alimentação, exercícios físicos, lembretes de cuidados periódicos e mais. 


Já pacientes com distúrbios como hipertireoidismo, podem receber outros tipos de materiais mais direcionados para suas demandas. 


O mesmo deve acontecer com as demais especialidades, por exemplo, um pediatra pode segmentar seus pacientes de acordo com a idade das crianças, pais e mães com filhos de recém nascidos formam um grupo, pais e mães com filhos de 6 meses a 1 ano outro grupo, e assim por diante. 


Uma das formas mais fáceis de segmentar sua base de pacientes é 
criando personas e a partir disso usar uma ferramenta de automação de marketing capaz de ajudar na segmentação de leads e na criação de um fluxo de nutrição para cada “grupo”. 


2. Capture contatos de e-mail 

Antes, e durante, todo esse trabalho de segmentação, entretanto, é importante que você tenha uma política de captação de e-mails. O mais indicado é que a cada novo paciente você solicite esse contato e pergunte sobre a possibilidade de envio de mensagens pelo canal. 


Também é possível oferecer materiais ricos em troca de contatos dos usuários, por exemplo, um guia de vacinas para recém nascidos. 


A captação de leads é uma prática muito comum atualmente, entretanto, cuidado para que a comunicação não passe a ser de promoção do seu trabalho e não de informação. 


Esse é um cuidado que deve estar sempre entre as prioridades de quem faz marketing digital para profissionais de medicina. 


3. Use o e-mail para lembrar de marcações, exames e consultas

Uma outra forma de usar o e-mail marketing na área de saúde, criando relacionamento sem se autopromover é por meio do envio de mensagens de lembrete como horários de consulta e exames.


Essa é uma forma de se fazer presente, sendo relevante e estabelecendo um relacionamento mais próximo, sem correr o risco de infringir as regras preestabelecidas para esse tipo de relação.


Lembre-se que criar boas experiências com os seus clientes/pacientes é uma das formas de mantê-los fiéis a você e a sua empresa. 


93% das equipes de atendimento concordam com a afirmação de que, atualmente, os clientes têm maiores expectativas em relação à experiência que terão com a marca.


4. Compartilhe conteúdos relevantes

Já falamos sobre isso acima, mas é importante reforçar a importância de abordar conteúdos relevantes ao enviar um e-mail marketing para sua base de clientes (ou para uma fatia dela). 


Existem milhares de assuntos que podem ser tratados dentro das diversas especialidade médicas e que podem:


  • contribuir para uma melhor experiência do cliente com a empresa, 
  • para estreitar relacionamentos,
  • para colocar a marca na cabeça do paciente, e mais. 


Com a
transformação digital, o discurso puramente publicitário de compra e venda já não funciona como antes, por isso, ser relevante e produzir um bom conteúdo não é mais uma necessidade apenas no setor médico, que não pode tratar seus serviços com discursos comerciais, mas de todas as áreas e tipos de empresas. 


5. Crie assuntos que façam os leads abrirem o e-mail

O primeiro passo para o sucesso de uma campanha de email marketing é ter um assunto, também conhecido como título, que seja atraente. 


Sem um bom título, o leitor não vai sequer abrir seu e-mail e mesmo que o interior do material seja de alto valor, o lead não terá nem a oportunidade de acessar o seu conteúdo. 


Recebemos dezenas de emails todos os dias e para abrirmos um deles, é preciso que o título nos chame a devida atenção. 


6. Tenha uma ferramenta de envio de e-mail

Nada de tentar enviar emails a seus pacientes por meio da sua conta de e-mail comum. Os servidores de e-mails que usamos no dia a dia não são preparados para enviar e-mail marketing de forma adequada, seguindo as boas práticas que listamos aqui, e outras que você ainda vai conhecer. 


Por isso, busque por um
disparador de email marketing que tenha sido criado para isso e seja capaz de fugir dos SPAMs, contribuir para a segmentação de clientes e muito mais.


Com as dicas que compartilhamos aqui você pode dar os primeiros passos e começar sua estratégia de email marketing para clínicas e profissionais de saúde. Bom trabalho!


Este artigo foi
escrito pela equipe da Lahar, um software de automação de marketing, que oferece funcionalidades como painel de palavras-chave, gestão de redes sociais, fluxo de automação de e-mail marketing e mais. 

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Na prática, isso significa que qualquer uso de IA com finalidade de marketing — seja para gerar conteúdo, automatizar atendimento, personalizar comunicações ou fazer anúncios — precisa estar alinhado com a Resolução CFM nº 2.336/2023, que regulamenta a publicidade médica. Não é uma restrição nova ao marketing. É a confirmação de que as regras de publicidade médica se aplicam também quando a ferramenta que gera o conteúdo é uma IA. 2. Conteúdo gerado por IA precisa respeitar os mesmos limites do conteúdo humano Se um artigo de blog escrito por humano não pode prometer resultados, um artigo gerado por IA também não pode. Se um post no Instagram feito por uma pessoa não pode usar antes e depois, um post criado com IA também não pode. Isso parece óbvio, mas na prática muitas clínicas já usam ferramentas de IA para gerar conteúdo em volume sem revisão criteriosa — e parte desse conteúdo viola as regras do CFM sem que ninguém perceba. A resolução torna o médico responsável pelo conteúdo gerado por IA publicado em seu nome, da mesma forma que é responsável pelo conteúdo escrito por um funcionário ou agência. 3. Chatbots e atendimento automatizado: atenção redobrada A resolução classifica chatbots que fornecem informações gerais de saúde sem personalizar aconselhamento clínico como soluções de baixo risco . Isso significa que ferramentas de atendimento automatizado no WhatsApp ou no site — usadas para triagem, agendamento e respostas a dúvidas genéricas — estão dentro do permitido, desde que bem configuradas. O problema começa quando o chatbot ultrapassa esse limite e passa a dar orientações clínicas específicas. Aí, a classificação de risco sobe, as exigências aumentam e o médico assume responsabilidade integral sobre o que a ferramenta comunica. A linha prática: usar IA para agendar, confirmar, responder horários e filtrar contatos é permitido e incentivado. Usar IA para "diagnosticar" ou orientar condutas sem supervisão humana é vedado — e agora está explícito em resolução. 4. O paciente tem o direito de saber quando a IA foi usada O artigo 11 da resolução é claro: qualquer utilização de IA deve ser comunicada e explicada ao paciente, reforçando que o sistema serve de apoio ao médico, mas não substitui a decisão humana. Para o marketing digital, isso tem implicações concretas: se a clínica usa IA para personalizar comunicações, enviar mensagens automáticas ou gerar conteúdo que chega ao paciente, há um dever crescente de transparência sobre isso. Ainda não há regulamentação específica sobre como essa comunicação deve ser feita no ambiente digital, mas o princípio de transparência está estabelecido — e o CFM tende a aprofundar isso em normas complementares. 5. O médico não pode delegar à IA a comunicação de diagnósticos O artigo 5º, parágrafo 2º proíbe que o médico delegue à IA a comunicação de diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas sem a devida mediação humana. Para quem usa automação no pós-consulta — envio de resultados, instruções de tratamento, retornos — isso exige revisão dos fluxos. Mensagens automáticas que contenham informações clínicas específicas precisam passar por validação humana antes de chegar ao paciente. O que a resolução confirma que pode Para além das restrições, é importante registrar o que a resolução legitima: Usar IA como apoio à decisão clínica — diagnóstico assistido, análise de exames, sugestão de condutas — desde que o médico mantenha a decisão final. Usar IA em gestão e administração — agendamento, logística, organização de prontuários — com menor grau de exigência regulatória. Usar IA na produção de conteúdo educativo — artigos, posts, vídeos — desde que o conteúdo respeite as regras da Resolução 2.336/2023 e seja revisado pelo médico antes da publicação. Usar IA no marketing digital — desde que com finalidade ética, sem promessas de resultado e dentro dos limites da publicidade médica. Classificação de risco: o que o médico precisa saber A resolução criou três categorias de risco para sistemas de IA na medicina: Baixo risco: agendamento, chatbots com informações gerais, gestão logística, tradução de prontuários. Menor exigência regulatória, monitoramento periódico. Médio risco: sistemas que apoiam decisões clínicas importantes mas não as executam de forma autônoma. Exige supervisão humana ativa e controles de segurança. Alto risco: sistemas que influenciam diretamente decisões médicas críticas, especialmente em situações de vida ou morte. Exige validação rigorosa, auditorias regulares e monitoramento contínuo. Para o médico que usa IA no consultório ou na clínica, entender em qual categoria cada ferramenta se encaixa é o primeiro passo para estar em conformidade com a resolução. O papel da agência de marketing nesse novo cenário A Resolução 2.454/2026 muda a forma como agências de marketing médico devem operar. Trabalhar com IA na produção de conteúdo, na automação de atendimento e na gestão de campanhas para médicos exige agora: Conhecimento da regulação. Uma agência que gera conteúdo com IA para um médico sem entender os limites do CFM expõe o cliente a risco ético real. O médico é o responsável final, mas o dano começa na produção. Revisão humana qualificada. Todo conteúdo gerado por IA e publicado em nome de um médico precisa de revisão antes de ir ao ar — não apenas para correção de texto, mas para verificação de conformidade com as regras de publicidade médica. Transparência nas ferramentas usadas. Com o princípio de transparência estabelecido pela resolução, agências que usam IA precisam ser claras com seus clientes sobre quais processos são automatizados e como a supervisão humana acontece. Na Future Marketing, o uso de IA na produção de conteúdo médico sempre foi feito com supervisão especializada — e a Resolução 2.454/2026 formaliza exatamente essa abordagem. Cada artigo, cada texto de site, cada comunicação gerada com auxílio de IA passa por revisão de profissionais com experiência em marketing médico e conhecimento das normas do CFM antes de ser publicado. Conclusão A Resolução CFM 2.454/2026 não é um freio à inovação. É um marco regulatório que legitima o uso de IA na medicina e, ao mesmo tempo, define com clareza onde estão os limites. Para o médico, o recado é duplo: você pode — e deve — usar IA para ser mais eficiente, mais presente digitalmente e mais competitivo. Mas a responsabilidade pelo que a IA faz em seu nome é sua. 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