5 tendências de marketing de saúde para 2022

Filipe Cipolla • 18 de fevereiro de 2022

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5 tendências de marketing de saúde para 2022

Sobre a Future Marketing

A Future Marketing é uma agência de estratégia digital fundada em 2012 e especializada no setor da saúde desde 2018.


Com mais de 300 médicos e clínicas atendidos, reúne uma equipe multidisciplinar que integra comunicação, tecnologia e visão de negócios para fortalecer a presença digital de profissionais e instituições de saúde.

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Assim como a própria medicina e suas áreas correlacionadas, o marketing para profissionais de saúde é um segmento que sempre está em transformação. 


O marketing digital, independente do setor no qual é aplicado, vive constantes evoluções de procedimentos, métodos e estratégias. A popularidade dessas ações não são só uma moda. Na grande maioria dos casos, elas funcionam e trazem resultados muito significativos, em um mercado que já é bastante competitivo e que está se tornando cada vez mais exigente. 


Quer saber quais são as técnicas e estratégias mais utilizadas pelas empresas e agências especializadas? Descubra a seguir.



1.Atendimento humanizado como estratégia para fortalecer o marketing para profissionais de saúde


A capacidade de proporcionar uma excelente experiência para os consumidores é um requisito comum entre as marcas de sucesso, e a mesma lógica deve ser direcionada às ações de marketing para profissionais de saúde. 


Falar de atendimento humanizado pode parecer um tanto óbvio, afinal, quando se trata de medicina, o foco no bem-estar e na empatia com o paciente é uma premissa básica. 


Contudo, as formas de atendimento se diversificaram muito nos últimos anos e já podem ser englobadas nas abordagens de marketing digital, principalmente se levarmos em consideração que
70% da população está na internet (segundo dados da pesquisa TIC Domicílios divulgados no G1).   


Novos canais digitais – como chat do Facebook, mensagens diretas do Instagram e Whatsapp – fornecem meios para que a clínica ou profissional de saúde dialogue com as pessoas e
atraia pacientes interessados em seus serviços. 


O objetivo é conquistar o cliente por meio de uma abordagem natural e voltada às suas necessidades, com a mesma hospitalidade e atenção dedicada in loco. O novo perfil do consumidor está alinhado com este tipo de atitude. 


Especialistas de Marketing apontam que o atendimento está se tornando uma ferramenta importante na fidelização de clientes. Portanto, não deixe de encarar essa tarefa como uma poderosa ferramenta de divulgação e retenção de pacientes. 



2.Uso de conteúdos como estratégia de divulgação, geração de autoridade e demonstração de know how


Além de prezar por um marketing médico humanizado durante as interações construídas junto ao público, também é fundamental considerar os novos padrões de consumo de conteúdo na internet.


Durante muito tempo, as empresas de saúde utilizaram velhas táticas de divulgação para se manter no mercado. A mais comum entre elas é o famoso “boca a boca”. Esse tipo de estratégia já funcionou no passado, mas a ampliação da concorrência e o surgimento de outras formas de comunicação fizeram o marketing para profissionais de saúde tomar outros rumos.


De acordo com o levantamento
Content Trends, 97,3% dos usuários consomem conteúdo online, o que faz com que 67,3% das empresas investirem na criação de materiais de engajamento e que 85,8% das que não investem terem a pretensão de começar. 


O marketing de conteúdo tem como finalidade enriquecer a bagagem informacional de clientes e interessados sobre os seus serviços e sobre o universo em que sua empresa se insere. Bons conteúdos são capazes de reter a atenção e proporcionar a geração de autoridade e demonstração de know how.


Ao criar e compartilhar conteúdos interessantes, você se torna uma referência no assunto. Isso aumenta as chances de novas pessoas procurarem os seus serviços. Afinal, elas puderam conhecer mais sobre o trabalho e tiveram contato com parte da expertise da empresa.


Tendo em vista que
54% dos consumidores, segundo o Hubspot, desejam ver mais conteúdos das marcas que apreciam, essa é uma excelente oportunidade para estudar as plataformas em que sua audiência está presente e traçar melhores estratégias de engajamento, seja através de posts para blogs, vídeos informativos, infográficos, divulgações em redes sociais, e assim por diante.



3.Site da empresa: muito mais que divulgação de serviços


Seguindo a mesma lógica apresentada acima, quando uma pessoa sente um sintoma ou está curiosa quanto a algum tipo de problema de saúde, é muito comum recorrer ao Google para realizar uma pesquisa e verificar mais informações sobre o assunto. 


Essa checagem pode ser feita em um local com informações duvidosas, como a Wikipedia. Mas o que impede seu site de ser também uma central informativa? 


Essa tendência de marketing para profissionais de saúde está crescendo com intensidade no setor. Estão saindo de cena os websites puramente representativos da empresa e estão surgindo páginas mais completas (muitas vezes acompanhadas de um blog com conteúdos). 


São verdadeiras centrais informativas, nas quais o paciente pode saber mais sobre os serviços prestados pela sua clínica e, ao mesmo tempo, aprender a respeito da patologia que está acometendo sua saúde.


A importância de um site já foi abordada por nós em
outro texto aqui do blog. Ele funciona como a central da empresa na internet. Por conta dessa importância, deve estar sempre atualizado com informações úteis e claras e também deve ser responsivo, ou seja, se adaptar às telas dos computadores e dispositivos móveis.


4.Investimento em anúncios digitais


Lembra quando falamos sobre as práticas antigas de marketing aplicadas pelo setor de saúde? Além do “boca a boca”, os anúncios em revistas segmentadas e outdoors espalhados pelas cidades também eram táticas bastante aplicadas.


O problema é que esse tipo de publicidade não é mensurável, ou seja, a empresa investe, mas não obtém métricas de resultado. Isso resulta em uma desinformação sobre o custo-benefício desse tipo de ação.


Conforme a internet se fortaleceu como o grande buscador de informações utilizado na modernidade, surgiram os
anúncios digitais e seus diferentes formatos. Uma empresa da área pode tirar bom proveito ao investir neles.


Os anúncios feitos pelo Google Ads, assim como os focados nas audiências do Facebook e do Instagram, geram excelentes resultados. Isso ocorre porque é possível patrocinar não apenas informações de divulgação, mas também conteúdos interessantes, como vídeos, imagens, infográficos, entre outros formatos.


Vale ressaltar que, ao criar suas campanhas internamente ou contratar um profissional para isso,
é fundamental ficar atento às regras do CFM, especialmente em relação à Resolução Nº 1.974/2011. Em toda peça veiculada, o conselho exige que constem as seguintes informações:


  • Nome do médico, no caso de profissionais liberais, ou do diretor técnico da instituição divulgada;
  • Área de atuação e devido registro do CRM;
  • Se for um especialista, número de registro de qualificação (RQE).


A instituição também prevê algumas proibições relevantes, como
o veto às fotos de “antes e depois” de procedimentos, as selfies no ambiente de trabalho, ao compartilhamento de informações não comprovadas cientificamente, a promoção de equipamentos, adjetivos como “o melhor”, “resultados garantidos”, entre outros exagerados, e assim por diante. É importante ficar atento ao que dizem as normas e evitar penalidades.


5.Cuidados para uma pós-venda de qualidade


Venda pode até ser uma palavra que não combina muito bem com o universo da saúde. Contudo, os conceitos de pós-venda têm tudo a ver com a área.


Imagine que, após receber um novo paciente em seu consultório, a equipe da recepção realize um trabalho para obter mais informações sobre a satisfação do cliente e coloque-se à disposição para eliminar dúvidas que possam surgir a respeito do tratamento recomendado pela equipe médica.


Esse tipo de atitude é uma estratégia de pós-venda que pode ser implantada por qualquer empresa que se preocupa com seus pacientes e quer estreitar os laços com eles. A pós-venda é uma ótima forma de exercitar o marketing de relacionamento, que é uma das tendências mais significativas do mercado atual.


Invista na comunicação após a consulta. Não parta da premissa de que “pacientes só vem quando estão doentes”. Tenha em mente que eles podem escolher por qualquer consultório quando precisarem de assistência. Portanto, não deixe o pós-venda de lado e foque na construção de relacionamentos sólidos.


Esse cuidado está diretamente relacionado à
criação de experiências positivas para o público, que mencionamos anteriormente. Quando uma pessoa percebe que uma empresa se preocupa com ela, quer atender às suas necessidades e está disposta a lhe prestar a melhor experiência possível, certamente a tendência é que ela permaneça fiel aos seus serviços e até que os recomende para seus amigos e familiares. 

—


Como falamos no início, o marketing digital está sempre evoluindo, absorvendo novas técnicas e desenvolvendo novos produtos.


O ideal é estar sempre atento, procurar conteúdos interessantes sobre o tema e manter-se informado e atualizado. A gente dá uma força para você aqui no blog! Não deixe de acompanhar nossas postagens para conhecer mais informações sobre
marketing para profissionais de saúde.

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Ela estabelece regras para pesquisa, desenvolvimento, governança, auditoria, monitoramento e uso responsável de IA em todo o ciclo da prática médica — do diagnóstico ao marketing. A resolução não proíbe o uso de IA. Pelo contrário: reconhece que a tecnologia é uma aliada da medicina. O que ela faz é definir os limites éticos dentro dos quais essa aliança pode — e deve — operar. O princípio central é simples e repetido em vários artigos: a IA é ferramenta de apoio. O médico é o responsável final por tudo. O que muda especificamente para o marketing médico 1. IA usada para fins publicitários tem regra própria O artigo 7º, parágrafo 3º da resolução é direto: "O uso de modelos, sistemas e aplicações de IA aplicados à medicina com finalidade mercantil, publicitária ou promocional deve observar rigorosamente as normas éticas relativas à publicidade médica." Na prática, isso significa que qualquer uso de IA com finalidade de marketing — seja para gerar conteúdo, automatizar atendimento, personalizar comunicações ou fazer anúncios — precisa estar alinhado com a Resolução CFM nº 2.336/2023, que regulamenta a publicidade médica. Não é uma restrição nova ao marketing. É a confirmação de que as regras de publicidade médica se aplicam também quando a ferramenta que gera o conteúdo é uma IA. 2. Conteúdo gerado por IA precisa respeitar os mesmos limites do conteúdo humano Se um artigo de blog escrito por humano não pode prometer resultados, um artigo gerado por IA também não pode. Se um post no Instagram feito por uma pessoa não pode usar antes e depois, um post criado com IA também não pode. Isso parece óbvio, mas na prática muitas clínicas já usam ferramentas de IA para gerar conteúdo em volume sem revisão criteriosa — e parte desse conteúdo viola as regras do CFM sem que ninguém perceba. A resolução torna o médico responsável pelo conteúdo gerado por IA publicado em seu nome, da mesma forma que é responsável pelo conteúdo escrito por um funcionário ou agência. 3. Chatbots e atendimento automatizado: atenção redobrada A resolução classifica chatbots que fornecem informações gerais de saúde sem personalizar aconselhamento clínico como soluções de baixo risco . Isso significa que ferramentas de atendimento automatizado no WhatsApp ou no site — usadas para triagem, agendamento e respostas a dúvidas genéricas — estão dentro do permitido, desde que bem configuradas. O problema começa quando o chatbot ultrapassa esse limite e passa a dar orientações clínicas específicas. Aí, a classificação de risco sobe, as exigências aumentam e o médico assume responsabilidade integral sobre o que a ferramenta comunica. A linha prática: usar IA para agendar, confirmar, responder horários e filtrar contatos é permitido e incentivado. Usar IA para "diagnosticar" ou orientar condutas sem supervisão humana é vedado — e agora está explícito em resolução. 4. O paciente tem o direito de saber quando a IA foi usada O artigo 11 da resolução é claro: qualquer utilização de IA deve ser comunicada e explicada ao paciente, reforçando que o sistema serve de apoio ao médico, mas não substitui a decisão humana. Para o marketing digital, isso tem implicações concretas: se a clínica usa IA para personalizar comunicações, enviar mensagens automáticas ou gerar conteúdo que chega ao paciente, há um dever crescente de transparência sobre isso. Ainda não há regulamentação específica sobre como essa comunicação deve ser feita no ambiente digital, mas o princípio de transparência está estabelecido — e o CFM tende a aprofundar isso em normas complementares. 5. O médico não pode delegar à IA a comunicação de diagnósticos O artigo 5º, parágrafo 2º proíbe que o médico delegue à IA a comunicação de diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas sem a devida mediação humana. Para quem usa automação no pós-consulta — envio de resultados, instruções de tratamento, retornos — isso exige revisão dos fluxos. Mensagens automáticas que contenham informações clínicas específicas precisam passar por validação humana antes de chegar ao paciente. O que a resolução confirma que pode Para além das restrições, é importante registrar o que a resolução legitima: Usar IA como apoio à decisão clínica — diagnóstico assistido, análise de exames, sugestão de condutas — desde que o médico mantenha a decisão final. Usar IA em gestão e administração — agendamento, logística, organização de prontuários — com menor grau de exigência regulatória. Usar IA na produção de conteúdo educativo — artigos, posts, vídeos — desde que o conteúdo respeite as regras da Resolução 2.336/2023 e seja revisado pelo médico antes da publicação. Usar IA no marketing digital — desde que com finalidade ética, sem promessas de resultado e dentro dos limites da publicidade médica. Classificação de risco: o que o médico precisa saber A resolução criou três categorias de risco para sistemas de IA na medicina: Baixo risco: agendamento, chatbots com informações gerais, gestão logística, tradução de prontuários. Menor exigência regulatória, monitoramento periódico. Médio risco: sistemas que apoiam decisões clínicas importantes mas não as executam de forma autônoma. Exige supervisão humana ativa e controles de segurança. Alto risco: sistemas que influenciam diretamente decisões médicas críticas, especialmente em situações de vida ou morte. Exige validação rigorosa, auditorias regulares e monitoramento contínuo. Para o médico que usa IA no consultório ou na clínica, entender em qual categoria cada ferramenta se encaixa é o primeiro passo para estar em conformidade com a resolução. O papel da agência de marketing nesse novo cenário A Resolução 2.454/2026 muda a forma como agências de marketing médico devem operar. Trabalhar com IA na produção de conteúdo, na automação de atendimento e na gestão de campanhas para médicos exige agora: Conhecimento da regulação. Uma agência que gera conteúdo com IA para um médico sem entender os limites do CFM expõe o cliente a risco ético real. O médico é o responsável final, mas o dano começa na produção. Revisão humana qualificada. Todo conteúdo gerado por IA e publicado em nome de um médico precisa de revisão antes de ir ao ar — não apenas para correção de texto, mas para verificação de conformidade com as regras de publicidade médica. Transparência nas ferramentas usadas. Com o princípio de transparência estabelecido pela resolução, agências que usam IA precisam ser claras com seus clientes sobre quais processos são automatizados e como a supervisão humana acontece. Na Future Marketing, o uso de IA na produção de conteúdo médico sempre foi feito com supervisão especializada — e a Resolução 2.454/2026 formaliza exatamente essa abordagem. Cada artigo, cada texto de site, cada comunicação gerada com auxílio de IA passa por revisão de profissionais com experiência em marketing médico e conhecimento das normas do CFM antes de ser publicado. Conclusão A Resolução CFM 2.454/2026 não é um freio à inovação. É um marco regulatório que legitima o uso de IA na medicina e, ao mesmo tempo, define com clareza onde estão os limites. Para o médico, o recado é duplo: você pode — e deve — usar IA para ser mais eficiente, mais presente digitalmente e mais competitivo. Mas a responsabilidade pelo que a IA faz em seu nome é sua. 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